Diversão do viajante impulsiona desenvolvimento em comunidades

23/03/2016 - Daniela Oliveira / Governo do Tocantins

Fazer turismo é, em geral, garantia de diversão. Por isso mesmo, é uma atividade muito desejada por quem quer sair da rotina e acabar com o estresse, mas o turista talvez não se dê conta do impacto econômico e cultural que a sua ida, mesmo à mais singela das cidades, pode causar.  A economia do turismo, atualmente, representa 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do País.  E mesmo diante de uma crise econômica, o setor tem mostrado crescimento. 

Ciente da importância do turismo para o desenvolvimento social e econômico do Estado, o superintendente de Desenvolvimento Turístico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura (Seden), James Possapp, explica que este setor é um dos eixos prioritários do Governo do Estado. “O turismo já é uma atividade de impacto econômico e cultural relevante no Tocantins e representa uma oportunidade de futuro, principalmente, em regiões onde outras alternativas são escassas”,  destaca.

Diferente de outros setores da economia, que facilitam a acumulação de riqueza por alguns, no turismo a distribuição de renda é democrática, pois é uma atividade que demanda muita mão de obra. E além de gerar empregos diretos, ou seja, aqueles prestados diretamente aos turistas - como meios de hospedagem, restaurantes, agências de viajem - ainda gera empregos indiretos, resultando num efeito multiplicador e impactando a economia local de forma mais ampla.

De acordo com um levantamento sobre o impacto econômico da cadeia produtiva do turismo no País, feito pelo Instituto Brasileiro de Turismo - Embratur, 52 setores produtivos estão relacionados ao turismo. Esse impacto na cadeia produtiva de uma cidade pode ser gerado com investimento mínimo. Exemplo disso é a temporada de praia, que acontece no mês de julho. Em 2015, cinco praias do Tocantins receberam juntas mais de 170 mil turistas, e cada turista declarou gastar diariamente na cidade cerca de R$ 280, conforme dados da Seden. 

Para James Possapp, o diferencial do Estado é a sua diversidade de paisagens naturais, com alto grau de preservação. O Tocantins abriga o encontro de dois importantes ecossistemas: o Cerrado e a Floresta Amazônica, formando um ecótono com espécies endêmicas, que criam ambientes únicos, como acontece no Parque Estadual do Cantão. Ainda o Estado possui a maior área continua de cerrado preservada do país, o Jalapão.

As principais ações do Governo para consolidar o turismo estadual  passam pela estruturação dessas regiões, melhorando o acesso a atrativos, fortalecimento da gestão ambiental e qualificação da mão de obra local, preparando-os para receber o turista, como explica o superintendente. No Jalapão, por exemplo, está sendo desenvolvido pela secretaria o turismo de base comunitária com povoados quilombolas ali localizados. A proposta é transformar em produto turístico as manifestações culturais, as tradições, o modo de vida, além do artesanato já conhecido e produzido nessas comunidades.   

Esta é, aliás, outra justificativa para o fomento do turismo. Além do intercambio cultural ele promove as tradições, o modo de vida e a gastronomia dos locais visitados contribuindo para a preservação desse patrimônio cultural, arquitetônico e natural. A valorização da identidade local permite a criação de um produto cultural único e ainda melhora da autoestima dessas populações, que passam a valorizar mais a sua própria história.

“O turismo tem impacto positivo elevando a autoestima da população local, pois ele valoriza as características únicas que essa comunidade tem, como seu modo de vida, sua cultura e seu artesanato. O desafio agora é aproveitar as oportunidades geradas pelo aumento da demanda pelo turismo doméstico, causadas pela alta do dólar e posicionar competitivamente o Estado junto aos turistas estrangeiros”, reforça James Possapp.

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