Joias em filigrana

A técnica da filigrana para confecção de jóias utilizando fios delicados e minúsculas bolas soldadas de forma a compor um desenho é utilizada desde a antiguidade greco-romana.  Chegou ao Brasil com os portugueses, no período colonial, mas hoje se encontra em extinção, devido ao avanço da produção em escala industrial.

O município de Natividade, que integra a Região Turística das Serras Gerais, que tem sua origem diretamente ligada à exploração do ouro, é a única localidade no Brasil que ainda preserva a técnica, cada vez mais rara, inclusive em Portugal.

Segundo alguns historiadores, o início dessa história começa em 1734, quando Antônio Ferraz de Araújo, sobrinho do famoso bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, fundou o arraial de Natividade da Mãe de Deus, alterado para São Luiz, que mais tarde voltaria com o nome simplificado da padroeira local.

Dizem que por estas bandas havia tanto ouro que era possível encontrar pepitas nas ruas, e que o povoado chegou a contar com mais de 40 mil pessoas escravizadas trabalhando na mineração. 

É nesse ambiente cheio de história que resiste a arte da produção de jóias artesanais. O ouro até hoje encontrado nas redondezas de Natividade e Chapada da Natividade, além da prata, ganha formas de corações, flores, peixes, pombas do Divino Espírito Santo, transformados em delicados pingentes, pulseiras, colares, brincos, anéis.